Pular para o conteúdo principal




VOCÊ SE OUVE?

Em muitos momentos, ficamos preocupados em agradar as pessoas à nossa volta a fim de que sejamos amados, ou simplesmente pelo receio de sermos rejeitados. Nessas situações, acabamos por perder a habilidade de escuta e do contato com aquilo que verdadeiramente somos.

Quando perdemos essa capacidade de ouvir, nos ausentamos de nós mesmos, ou seja, deixamos de considerar todas as partes que compõem a nossa individualidade. Acabamos negligenciando nossos sentimentos mais genuínos como o medo, a raiva, a vergonha, os amores e as culpas.

Nessa busca por estarmos mais próximos daquilo que somos, faz-se necessário um ambiente interno mais permissivo, que nos possibilite decidir e agir de acordo com nossas próprias percepções.

É importante ressaltar que não podemos ignorar completamente os padrões culturais existentes e as opiniões de outras pessoas. Contudo, eles nos servem como oportunidade para escolhermos o que faz ou não faz sentido para nossa vida.

E você, tem se permitido ouvir aquilo que é genuinamente seu?

“O homem é um ser inacabado que está sempre se construindo sem alcançar jamais a plena construção. E um ser em mudanças, um devir. A autenticidade consiste em aceitar-se por inteiro, aqui e agora, com suas qualidades e limitações, tendo em vista este movimento em busca de auto-realização.” (Rudio,1986)


(Texto produzido pelas psicólogas Carla Senna, Miriam Keli e Renata Amaral - Equipe CPH MINAS)



Se deseja um aprofundamento maior de si, nos procure. A psicoterapia pode lhe oferecer condições para essa busca. www.cphminas.com.br


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Criança é tanto! Ter uma criança entre os braços é testemunhar o milagre da vida num abraço sentir o cheiro da pele de um pequenino é como desvendar o perfume Divino olhar nos olhos de uma criança é reencontrar a esperança aceitar, amar e cuidar desse novo ser é descobrir o sentindo da palavra acolher   é ter a certeza de que Deus em sua simplicidade  ainda acredita na humanidade!  (Poesia de Maria Luiza Roch a, fundadora e membro do CPH MINAS)
COMO LIDAR COM A CULPA   Na vida, de forma geral,   estamos sempre nos responsabilizando pelos nossos atos. E isso é bom! No entanto, em alguns momentos, somos pegos, assumindo uma forma exacerbada com a perfeição que, ao percebermos falhas em nossas escolhas, damos permissão ao sentimento de culpa, gerando um desconforto interno.   Cada um de nós carrega a culpa por um motivo ou situação. Culpa pelas palavras duras ditas em uma discussão, culpa pelo fim de um relacionamento, culpa por não ter feito algo, culpa por dizer não ao filho, culpa por não saber dirigir, culpa por não saber falar inglês.   A lista pode ser interminável.    A culpa pode ser considerada paralisante, com isto,   comprometendo a relação da pessoa consigo mesma e com os outros. Devido a um alto grau de exigência, algumas pessoas podem se achar merecedora desse sofrimento, ocasionando uma má qualidade de vida e o adoecimento emocional. Não há uma disponibilidade para p...

Aceitação: uma grande aliada para a ressignificação de uma vida com diabetes

Aceitação: uma grande aliada para a ressignificação de uma vida com diabetes              “... Quando eu me aceito como sou, estou me modificando”. (Carl Rogers [1] ) Está cada dia mais comum a presença do diabetes entre nós. Mais e mais pessoas ficam diabéticas em todo o mundo e o tratamento disciplinado e integral da pessoa diabética é fundamental para uma vida saudável. Muitas vezes a não aceitação dessa nova condição de vida se revela como uma das grandes barreiras na busca de uma harmoniosa cooperação entre a pessoa que está diabética, os familiares e os profissionais de saúde, como é desejado. Diante do novo, do desconhecido, é comum que se apresentem o medo, a insegurança a necessidade de defesa psíquica. Didaticamente é possível descrever algumas fases do processo que se desenrola. Lembrando que as fases não são estandardizadas, sendo possível voltar a algumas delas em vários momentos da vida. Temos, então: ·  ...