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Crianças com TEA e as artes: um encontro possibilitador

Foto de Iris Halmshaw aos 3 anos* Crianças com TEA e as artes: um encontro possibilitador De acordo com as estatísticas internacionais estima-se que 1 em cada 68 crianças é diagnosticada dentro do espectro do autismo.             Segundo o DSM-5 os critérios diagnósticos do TEA (Transtorno do Espectro Autista) baseiam-se em dois pontos centrais: déficits significativos e persistentes na comunicação social e nas interações sociais; e padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades.             O diagnóstico precoce é fundamental para que ações interventivas multidisciplinares possam ajudar no processo de desenvolvimento e possibilitar maior independência na vida adulta. Com o diagnóstico vem também uma enxurrada de informações quase sempre ligadas às limitações e dificuldades que essas crianças virão a enfrentar. Diante disso, as art...

Como está a minha criança interior?

Em cada um de nós habita uma criança que já viveu muitas histórias. Carregamos em nosso íntimo a criança que fomos e que hoje reverbera em nossas ações, decisões e conflitos atuais.                                                  Geralmente, quando pensamos em criança, nos remetemos ao estereótipo de leveza, autenticidade, bem-estar e tranquilidade, mas ela TAMBÉM pode carregar feridas, aflições, angústia e sofrimentos. Por isso, é importante se aproximar dessa criança para sentir o que de mais profundo ela carrega, e se perguntar: O que será que ela quer me dizer? Talvez ela possa estar tranquila, talvez ela possa estar inquieta, por vezes ela pode estar adormecida e desgastada por questões vivenciadas que não foram resolvidas, por outras horas ela pode estar gritando e pedindo ajuda para resolver essas questões. Mas o principal: ela...
O SER CRIANÇA... No mês de outubro celebramos o dia da criança! Festa, presentes, alegria! Mas retiradas as lentes consumistas que as datas comerciais impõem, trazemos uma pergunta mais provocadora: o que é criança? Essa pergunta é um convite a pensar de que maneira vemos esse ser humano, criança, com o qual convivemos. Essa resposta indicará a maneira que escolhemos para interagir com crianças. Não é fácil definir o que é criança... Talvez fique um pouco melhor se começarmos por dizer o que NÃO é criança! Gostaram da ideia? Vamos lá: criança não é inferior, não é pior, nem melhor, não é objeto, não é o futuro da nação, sua fragilidade não significa inferioridade, ela não é anjo, nem demônio. Precisamos ajuda-la a ocupar o seu lugar de direito. A criança já foi pensada de várias maneiras diferentes, por vários estudiosos. Sobre seu desenvolvimento foram criadas muitas teorias, em psicologia, psicopedagogia, etc. Ao longo da história foram acontecendo mudanças progress...
    A consciência e o sentido da vida              Atualmente todos nós desejamos encontrar o estado pleno de felicidade e acreditamos que sua busca pode estar centrada na procura por meios externos, como o acúmulo de riquezas, do bem-estar imediato, do poder ou até mesmo de amigos influentes. Entretanto, algumas pessoas, mesmo alcançando estes objetivos, percebem-se frustradas e com a   sensação que ainda falta-lhes alguma coisa.                 Na busca pelo estado do bem estar absoluto, muitas pessoas não se atentam aos motivos que as levam para este caminho. Parece ser neste ponto da vida que se interroga o sentido da existência, ou seja, não se pode criar um sentido para a vida, mas descobri-lo ou desvelá-lo dentro de nós. É por meio desta busca interna que se faz o aprimoramento consciente e responsável das   emoções e sentimentos.         ...
A AUTOTRANSCENDÊNCIA ENQUANTO POSSIBILIDADE DE SENTIDO Amparados nas ricas contribuições da logoterapia de Viktor Frankl, compreendemos a autotranscendência como “sair de nós mesmos”; como olhar para além de nossos interesses mais imediatos e nos permitir questionar pelo propósito de tal ou qual experiência vivenciada. Por vezes o insistente debater com a realidade factual, quando essa se nos afigura desagradável, sofrida ou rejeitável, nos leva à ampliação do sofrimento e da sensação de absurdo e vazio de sentido. Olhamos fixamente para a falta (o “buraco” que fica) da coisa mesma de que julgamos necessitar para ficarmos em paz ou felizes e perdemos de vista todo o horizonte de possibilidades que existem mesmo com (e apesar de) a não correspondência entre a realidade e o nosso desejo, o nosso querer. Em tais momentos mostra-se como possibilidade a inversão de nossa atitude existencial: ao invés de nos consumirmos com “como gostaríamos que a vida e nós mesmos fôsse...
O QUE DÁ SENTIDO À SUA VIDA A vida pode ser concebida de variadas formas. Uns a vivenciam como um eterno e prazeroso passeio, outros como um sacrifício diário, outros ainda como uma comprometida missão, ou seja, habitamo-la de modos próprios e idiossincráticos. Apesar de haver tantas maneiras de estar no mundo, uma só busca comumente as permeia: a busca pelo sentido da vida! Como seres em busca da realização, somos verdadeiros viajantes cujas andanças nos provocam a compreender o que, de fato, a vida significa. As experiências vividas nessa jornada geram valiosas oportunidades de captação do seu real sentido. Embora nossa vida seja repleta de possibilidades de desvelarmos o seu sentido, nem sempre isso é simples. Em tempos de relações, usualmente,   líquidas, fugazes e superficiais, são frequentes os desencontros intra e interpessoais deixando brechas para um vida pobre de contato, apática e entediada. Eis o vazio existencial, fonte de sofrimentos como depressões,...
O PLANTÃO PSICOLÓGICO: UM ESPAÇO DE ESCUTA, ACOLHIMENTO E RESSIGNIFICAÇÃO O homem contemporâneo tem demandado novas formas de inserção do psicólogo; na verdade, uma nova postura, um novo olhar sobre ele. Portanto, necessitando de um profissional mais comprometido com o contexto social. A definição de clínica, em função disso, não pode mais se restringir ao local e à clientela que atende; trata-se, sobretudo, de uma postura diante do ser humano e sua realidade social, exigindo, portanto, do psicólogo, uma capacidade reflexiva continuamente exercitada em relação à própria prática, da qual se origine um posicionamento ético e político (Dutra, 2004). O plantão psicológico, segundo Oliveira (2005), acontece como um espaço que favorece a experiência, tanto do cliente como do plantonista, no qual o psicólogo se apresenta como alguém disposto, presente e disponível e não apenas como detentor do conhecimento técnico. E isto seria um estar junto, um inclinar-se na direção d...