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CARL ROGERS

RETROSPECTIVA E PROJETO DE VIDA

Apesar da correria que o final de ano traz, você já deve ter percebido que muitos de nós mergulhamos num intenso movimento de revisão do que foi vivido ao longo do ano. É na iminência da finitude que nos voltamos para a reflexão do que plantamos e colhemos nesses 12 meses. Algumas perguntas existenciais nos ajudam a compreender o que, como e para quê vivemos. Afinal, qual o sentido da vida? Realizar uma retrospectiva nos ajuda a refletir sobre os enredos que experienciamos e também a criar um espaço interno para possíveis ressignificações, sem nos limitarmos às primeiras leituras. Assim, nossa humanidade vai sendo percebida e construída a partir das respostas e sentidos que vamos atribuindo para nós mesmos e para o mundo.  É uma oportunidade para revisitar as nossas verdades mais íntimas e perceber aquilo que desejamos abrir mão e o que desejamos carregar para a construção de novas tecituras. Despedimo-nos com gratidão pelo bem e mal vividos e despertamo-nos para um ...
OUVINDO O SEU PRÓPRIO TEMPO  - PLANTÃO PSICOLÓGICO CPH MINAS - Estamos em movimento o ano todo, emaranhados em nossas atividades  diárias, correndo para que tudo seja realizado em tempo. O excesso dos  “ruídos” acaba nos afastando da compreensão mais clara e silenciosa de  nós mesmos. Na urgência cotidiana, vamos esquecendo as tonalidades da  vida e de nós mesmos. Em outras palavras, deixamos de sentir e pensar a  vida e a nós mesmos de forma mais profunda e autêntica. O mês de dezembro geralmente nos convida a um momento de pausa  para reflexões importantes: O que me moveu até agora? O que não desejo  vivenciar no próximo ano? O que desejo construir para o próximo ano?  Essa é uma excelente oportunidade para encerrar ciclos, ressignificar  experiências e lançar a semeadura para o novo. Refletir não é perder-se em elucubrações infindáveis. Ao contrário, é ir à  busca do que nos move e que nos faz seguir em fre...
A necessidade de comunicar-se e o fortalecimento de si. Os desencontros muitas vezes acontecem por conta da má comunicação, uma dificuldade em expressar os próprios sentimentos ou em compreender o das outras pessoas, ou seja, estabelece na relação humana um desarranjo. A comunicação é muito importante para a promoção do crescimento e do encontro entre as pessoas, garantindo que cada um se torne mais próximo de ser quem realmente é. Acredita-se, ainda, que o ato de comunicar está na presença e disponibilidade verdadeira e real de estar junto com o outro, acolhendo sem julgamentos tudo aquilo que faz parte da condição humana, como o amor, o medo, a raiva e a insegurança. Quando o sentimento é verdadeiramente vivido e sentido, essa escolha pode ser um caminho sem volta, pois parece ser o posicionamento melhor a seguir. A questão maior é dar voz aos sentimentos, acolher para elucidar e enfrentar a vida de forma livre. O contrário pode trazer um afastamento de si. É o ...
AUTORREFLEXÃO E ALTERIDADE Autorrefletir é voltar a atenção sobre nós mesmos refletindo sobre nossas emoções, sentimentos, pensamentos, atos e condutas. Condição fundamental para aprofundarmos o processo de autoconhecimento. A clareza que experienciamos ao conhecer nosso mundo íntimo permite uma maior e melhor administração da vida psíquica. Nosso raciocínio e percepção em relação aos limites, possibilidades, dificuldades e facilidades tornam-se mais lúcidos, o que permite que tenhamos a real dimensão de nossos problemas e conflitos existenciais bem como dos recursos que possuímos para com eles lidar. Essa clareza é atingida através do desenvolvimento de uma visão interior que não acusa nem julga, mas apenas observa de maneira imparcial e realista, permitindo que nos conheçamos o mais plenamente possível. Esse olhar para conosco facilita também que tenhamos um olhar semelhante para com os outros. Quanto mais nos conhecemos em nossa intimidade mais nos habilitamos a conhe...
CONFIANÇA: ALIMENTO EM TEMPOS DE MUDANÇAS Viver implica em aceitar a impermanência, embora, muitas vezes, nos ancoramos na ilusão de que possuímos o controle daquilo que nos rodeia. Se estamos em uma boa fase, temos a tendência de achar que uma vida bacana é uma vida estável, onde nada se altera ou se transforma.   Entretanto, como a vida é movimento, frequentemente, ela nos convida a vivenciar transições significativas nas diversas dimensões da existência: biológica, mental, emocional, espiritual, e, até mesmo na dimensão social. Quando isso se dá, uma espécie de crise nos instaura: temos que lidar com os riscos e as oportunidades de sermos seres viventes, submetidos às instabilidades e mudanças inerentes à existência. Por vezes, somos assombrados por medos e inseguranças, expressões do nosso íntimo sobre o tão temido encontro com o desconhecido que está por vir. Apesar de habitualmente temermos esse encontro com o inesperado, podemos escolher como vivenciá-lo. A fal...
DIÁLOGO: A ARTE DO ENCONTRO Uma das melhores coisas da vida é uma boa conversa, de preferência ao vivo! Saber dialogar é sinal de maturidade, sabedoria e liberdade para expressar nossa humanidade. Na abertura para o diálogo, nos lançamos ao encontro com o outro e com o mundo. Mas, antes, o diálogo significa saber ouvir, pois, a palavra primeira que nos chega é através desse sentido. Ouvir demonstra interesse genuíno pelas pessoas, um movimento de perguntar e esperar respostas, fazer reflexões no embalo do silêncio, evitar julgamentos apressados... Para ouvir verdadeiramente alguém, é preciso fazer uma pausa, “deixar de ter boca” como dizia Rubem Alves e estar aberto para o outro. Nos consideramos comunicativos, escrevemos, falamos e somos até capazes de manter diversas conversas em paralelo, mas, apesar das aparências, parecemos ter esquecido como nos comunicar — no sentido mais amplo da palavra. Na maioria das vezes os problemas relacionais são na verdade, proble...