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COMO LIDAR COM A CULPA   Na vida, de forma geral,   estamos sempre nos responsabilizando pelos nossos atos. E isso é bom! No entanto, em alguns momentos, somos pegos, assumindo uma forma exacerbada com a perfeição que, ao percebermos falhas em nossas escolhas, damos permissão ao sentimento de culpa, gerando um desconforto interno.   Cada um de nós carrega a culpa por um motivo ou situação. Culpa pelas palavras duras ditas em uma discussão, culpa pelo fim de um relacionamento, culpa por não ter feito algo, culpa por dizer não ao filho, culpa por não saber dirigir, culpa por não saber falar inglês.   A lista pode ser interminável.    A culpa pode ser considerada paralisante, com isto,   comprometendo a relação da pessoa consigo mesma e com os outros. Devido a um alto grau de exigência, algumas pessoas podem se achar merecedora desse sofrimento, ocasionando uma má qualidade de vida e o adoecimento emocional. Não há uma disponibilidade para p...
D epressão não é tristeza Depressão não é só tristeza e tristeza não é depressão. Às vezes, e principalmente a olhos externos, elas podem parecer a mesma coisa, mas não são. A tristeza é contextual, ela ocorre por um motivo, por um fato específico e ao ser sentida e escutada damos espaço para que ela seja elaborada. Ao se permitir entrar em contato com ela (a tristeza), consegue-se então, localizá-la, nomeá-la e compartilhá-la. Em seu devido tempo, a dor, o desânimo e a desesperança intrínsecos a esse sentimento perdem a força, ganham novos significados.             A depressão é um vazio, uma dor esmagadora. A pessoa deprimida se sente inerte, a sensação de não conseguir seguir em frente impera. Passa a apenas sobreviver, como se a vida perdesse o brilho, a cor e o viço e ganhasse tons meramente opacos. A vida se torna uma obrigação, um fardo e até mesmo aquilo de mais simples e básico é negligenciado ou, por outro lado...
FAZENDO AS PAZES COM A RAIVA No decorrer de nossa existência somos acometidos por emoções, sensações e sentimentos de diversas ordens que, integrados à nossa personalidade, nos tornam únicos e VIVOS. Medo, amor, tristeza, culpa, dentre outros nos encontram em algum momento da vida, queiramos ou não. Há uma emoção naturalmente humana, porém poderosa e imprevisível, que quando a sentimos pode gerar tanto movimento saudável quanto profundos descontroles fisiológico-emocionais: a raiva. Embora temida por tantos, percebê-la com consciência pode nos ajudar a sair do lugar e a resolver questões.   A raiva pode ser desencadeada a partir de diversas experiências de contato intra e interpessoais. Por exemplo, diante de uma percepção de fracasso ou frustração de expectativas, ao sentir-se abandonado ou rejeitado, ao reconhecer-se ameaçado na sua integridade física ou mental e, até mesmo diante de uma injustiça, a raiva pode se apresentar a partir de diferentes maneiras e intensida...
SOMOS PLURAL Ao nascer, o ser humano não sabe se alimentar, se mover, se comunicar, se proteger, manter a saúde. É mais dependente e por mais tempo do que qualquer outro animal. Mesmo quando cresce, sozinho não é capaz de prover a si mesmo das necessidades mais elementares. Ter um abrigo, alimento apropriado, condições essenciais para o seu desenvolvimento biopsicossocial. Ele precisa de um outro que o confirme em sua existência, precisa experimentar a afetividade sadia para então desenvolver autoconfiança e autoamor. Precisa ser inserido em uma cultura para vivenciar o pertencimento e realizar as suas potencialidades em um grupo. Durante toda a vida vão tecendo-se teias de relações interpessoais, onde todos têm sua importância, mas nem todos percebem esta importante dinâmica existencial. Precisamos uns dos outros em maior ou menor escala, mas precisamos do outro até e principalmente, para nos constituirmos como um EU. Preciso, dentro de um espaço de ...
Eu e o Outro na Descoberta do Amor Todos nós sentimos a necessidade básica em sermos amados. Essa exigência humana é muito importante para nosso desenvolvimento e realização enquanto pessoas. Erich Fromm descreve que no amor está a única resposta para a natureza humana e que nele reside a saúde. No amor inicialmente somos atraídos por uma tendência inconsciente e posteriormente somos influenciados por experiências, padrões sociais e educação que podem determinar as nossas formas de amar e sermos amados. A maneira que relacionamos com o ser amado tem grande ligação com a forma que nos relacionamos com nós mesmos. Franz Rudio afirma que amar é reconhecer o outro. Reconhecer no sentido de conhecer outra vez, e de confirmar através dessa descoberta do outro aquilo que julgo verdadeiro e legitimo naquela pessoa. Ou seja, quanto mais o outro se revela, mais eu descubro quem ele é. Quanto mais eu o descubro, mais eu o diferencio dos outros, então ele passa a se tornar cad...
O convite da tristeza A tristeza, dentre outras coisas, é experienciada como dor, desesperança, desânimo e desamparo. Quando entristecidos sentimos que nosso mundo e que nossas possibilidades de ação perante a vida diminuem. Uma desagradável sensação de restrição da nossa liberdade de nos projetar em nosso futuro se apodera de nós. Ela surge da não correspondência entre a realidade e nossas expectativas a ela relacionadas; do contato com os limites de pessoas, relações, situações e/ou nossos próprios. A frustração e a decepção decorrentes de tais circunstâncias é o que nos leva a imergir na tristeza. Apesar do amargor inerente a este sentimento, é de extrema importância que ele seja vivenciado e acolhido, pois que retém em si a possibilidade do “expurgo do idealizado”; a possibilidade de abraçarmos a realidade e nos recolocarmos perante nossa existência. Ou seja, permite que nos reorganizemos em relação ao mundo, à vida e tudo o que neles há. É fundamental que exerç...
APRENDENDO COM O MEDO Medo de elevador, medo de avião, medo de assalto, medo de adoecer, medo de falar em público, medo de sofrer, medo do novo, medo de errar, medo de perder, medo de ganhar, medo de pedir, medo de receber, medo de se decepcionar, medo de amar, medo de morrer e até medo de viver! Quantos medos são presentes em nossas vidas! Podíamos fazer uma lista enorme das suas variações dentro de nós e, ainda assim, não abarcaria todas as suas facetas. O certo é que, enquanto humano que somos, sentimos naturalmente essa emoção que engloba nosso organismo em suas esferas física e psíquica. De acordo com a história de cada um de nós, o MEDO irá se apresentar em diferentes intensidades e com significados diversos. Embora tão falado e tão “desconfortavelmente” sentido, qual enfim é o papel do medo em nós? O que ele quer de nós? O MEDO é, essencialmente, um mecanismo de alerta que anuncia que um perigo real ou imaginário nos ronda e, portanto, prepara-nos para enfrentá...