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QUAL O SEU OLHAR DIANTE DA VIDA? Perante uma situação, ou alguém, você observa o modo como a enxerga? Quais “lentes” você utiliza para olhar o mundo externo? Convidamos você a se atentar a isso.  Podemos nos surpreender ao perceber que muitas vezes tomamos nossas opiniões por verdades. Sem nos dar conta, somos críticos e cheios de pré-conceitos, como que querendo fazer o outro e o mundo a nossa imagem e semelhança.  E qual o problema disso? Por acaso não podemos ter concepções próprias a respeito de tudo e todos? Obviamente que sim, e não se trata aqui de um discurso moralista, porém é interessante perceber que tendemos a pesar na medida do julgamento para conosco mesmos na mesma proporção do peso que utilizamos para com o outro. (Entendendo o “outro” sempre como tudo que não eu mesmo). Sorvemos nosso próprio “veneno”: reduzindo o outro acabamos por nos inferiorizar e expor nossa própria pequenez. Reduzimos a nós mesmos, por estarmos enr...

Como anda sua proximidade com você mesmo?

Como anda sua proximidade com você mesmo? Vivemos em um mundo que não se limita a um espaço geográfico. Estarmos no mundo implica em fazermos parte de uma tessitura de relações significativas. Ao longo da vida, nós construímos, destruímos e reconstruímos essas relações, que incluem a nossa relação conosco. Quantas vezes você já se reinventou? A vida com frequência nos convida a este movimento, por meio do que popularmente chamamos de crises. Os constantes desafios nos convocam a voltar nossa percepção para nós mesmos no aqui e agora, sendo brechas de luz que podem nos tirar do piloto automático. Quando qualificamos nossa presença, esses convites podem nos levar a mergulhos internos profundos e a experiências transformadoras. O pleno contato conosco, vivido de maneira positiva, leva à apreciação de nossa própria companhia. Esse estar confortavelmente só, seja por escolha, circunstância ou obrigatoriedade, é chamado de solitude. Neste estado, como gostamos e cuidamos de n...

Respiração: caminho de volta a si mesmo

Respiração: caminho de volta a si mesmo Em algum momento de profunda dor ou desespero, você já deve ter se perguntado algumas vezes: como faço para me organizar diante de tudo isso que se passa dentro e fora de mim? E alguém, estando por perto, já deve ter te respondido: respira fulano... Algo tão simples e involuntário, mas muitas vezes tão automático que mal reconheço esse fluxo em mim! A respiração é considerada a mais importante e essencial função corporal do ser humano.   Acreditava-se que, ao nascer, o bebê deveria chorar para então ter a certeza de que se adaptou enquanto organismo ao meio aéreo e, não mais ao aquático como estava acostumado. Na outra ponta da vida, finada a respiração o organismo vai morrendo, pois perde a principal fonte comburente (oxigênio) que gera vida a cada célula. Portanto, a vida é medida pelo primeiro e último suspiro. Nesse ínterim, respiramos grande parte do tempo de modo inconsciente. Será por qual motivo? Em diversas cultur...

Aceitação: uma grande aliada para a ressignificação de uma vida com diabetes

Aceitação: uma grande aliada para a ressignificação de uma vida com diabetes              “... Quando eu me aceito como sou, estou me modificando”. (Carl Rogers [1] ) Está cada dia mais comum a presença do diabetes entre nós. Mais e mais pessoas ficam diabéticas em todo o mundo e o tratamento disciplinado e integral da pessoa diabética é fundamental para uma vida saudável. Muitas vezes a não aceitação dessa nova condição de vida se revela como uma das grandes barreiras na busca de uma harmoniosa cooperação entre a pessoa que está diabética, os familiares e os profissionais de saúde, como é desejado. Diante do novo, do desconhecido, é comum que se apresentem o medo, a insegurança a necessidade de defesa psíquica. Didaticamente é possível descrever algumas fases do processo que se desenrola. Lembrando que as fases não são estandardizadas, sendo possível voltar a algumas delas em vários momentos da vida. Temos, então: ·  ...

CARL ROGERS

RETROSPECTIVA E PROJETO DE VIDA

Apesar da correria que o final de ano traz, você já deve ter percebido que muitos de nós mergulhamos num intenso movimento de revisão do que foi vivido ao longo do ano. É na iminência da finitude que nos voltamos para a reflexão do que plantamos e colhemos nesses 12 meses. Algumas perguntas existenciais nos ajudam a compreender o que, como e para quê vivemos. Afinal, qual o sentido da vida? Realizar uma retrospectiva nos ajuda a refletir sobre os enredos que experienciamos e também a criar um espaço interno para possíveis ressignificações, sem nos limitarmos às primeiras leituras. Assim, nossa humanidade vai sendo percebida e construída a partir das respostas e sentidos que vamos atribuindo para nós mesmos e para o mundo.  É uma oportunidade para revisitar as nossas verdades mais íntimas e perceber aquilo que desejamos abrir mão e o que desejamos carregar para a construção de novas tecituras. Despedimo-nos com gratidão pelo bem e mal vividos e despertamo-nos para um ...
OUVINDO O SEU PRÓPRIO TEMPO  - PLANTÃO PSICOLÓGICO CPH MINAS - Estamos em movimento o ano todo, emaranhados em nossas atividades  diárias, correndo para que tudo seja realizado em tempo. O excesso dos  “ruídos” acaba nos afastando da compreensão mais clara e silenciosa de  nós mesmos. Na urgência cotidiana, vamos esquecendo as tonalidades da  vida e de nós mesmos. Em outras palavras, deixamos de sentir e pensar a  vida e a nós mesmos de forma mais profunda e autêntica. O mês de dezembro geralmente nos convida a um momento de pausa  para reflexões importantes: O que me moveu até agora? O que não desejo  vivenciar no próximo ano? O que desejo construir para o próximo ano?  Essa é uma excelente oportunidade para encerrar ciclos, ressignificar  experiências e lançar a semeadura para o novo. Refletir não é perder-se em elucubrações infindáveis. Ao contrário, é ir à  busca do que nos move e que nos faz seguir em fre...