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É POSSÍVEL MUDAR O ROTEIRO? É comum que muitas pessoas sigam um roteiro que foi escrito, há muito tempo, para que elas cumpram e, quase sem questionar, continuam seguindo por anos, pela vida! Mas os questionamentos existenciais surgem à medida que se vai tomando consciência de si e de mundo; à medida que assumimos o compromisso e a responsabilidade pela autorrealização e pelo cuidado com o outro e até com o meio em que vivem os. A tomada de consciência exige mudanças, para isso é necessário fazer ESCOLHAS, sejam elas profissionais, afetivas, que envolvam posicionamento quanto a questões sociais, espirituais, etc., ou simplesmente mudar o corte do cabelo! São escolhas e elas podem gerar medo, insegurança, angústia, alegria, prazer... Ou seja: estar diante da possibilidade de mudança, mesmo que seja ir em direção a um projeto construído durante anos, uma mudança de emprego súbita, o rompimento de um relacionamento ou algo igualmente novo, pode ser desafiador e gerar ...
SAÚDE RELACIONAL, O QUE É ISTO? Desde que viemos ao mundo, dependemos do outro para sobreviver e nos desenvolver. Como seres relacionais que somos, a interdependência é uma condição de nossa existência. Primeiramente nossos pais (ou aqueles que exercem essa função) e, posteriormente os grupos sociais, participam diretamente do processo de formação da nossa personalidade a partir das co ndições afetivas, emocionais e de valores que oferecem através de suas atitudes. A qualidade das relações que nos rodeiam influencia no desenvolvimento da pessoa, tornando o campo facilitador ou dificultador do seu crescimento. Por isso, é importante considerar o modo como estamos nos relacionando para saber se, de fato, encontramo-nos em terreno fértil para promover as nossas potencialidades que nos são inerentes como pessoa. Quando estamos com questões não resolvidas internamente – conscientemente ou não – corremos o risco de nos comunicar de forma agressiva ou defensiva. A outra...
AGRADAR NÃO É CUIDAR Querer agradar não é sinônimo de cuidado com o outro. Comumente agradamos sem nos questionar se essa postura é de fato cuidadosa.Obviamente o cuidado coincide por vezes com atitudes agradáveis, de gentilezas por exemplo, mas se não estamos atentos às reais motivações de nossa conduta, podemos assumir uma postura inautêntica perante as pessoas com quem convivemos.  E qual o problema disso?O problema  é que quando agradamos inautenticamente, sem nos dar conta, nos distanciamos e nos perdemos de nós mesmos. Abandonamo-nos em nossas reais vontades, sentimentos, opiniões e etc., e, portanto, já não somos mais nós quem estamos na relação, mas sim uma espécie de “personagem” que nos substitui. Por mais que o personagem agrade e receba aplausos o eu legítimo permanece inseguro, pois exibe aquilo que julga desejável ou aprovável pelo outro, sem arriscar ser visto naquilo que teme ser rejeitável ou criticável. Grosso modo, opta por uma relação ...
OUVIR COM EMPATIA Ouvir com empatia é perceber através da fala do outro o que mora em sua intimidade, é conhecer os sentimentos e experiências que lhe são próprios. É, muitas vezes, ouvir um grito de socorro ou uma mensagem que parece sem importância. É o desconhecido se fazendo presente para ser reconhecido, pois o que a pessoa expressa sobre si é uma lacuna que se deseja preencher. A empatia est á em perceber o que o mundo interno da pessoa emite e em compreender os significados dos seus receios. É a disposição de se pôr genuinamente no espaço do outro, de percorrer com ele seu próprio mundo. A presença da escuta empática possibilita às pessoas uma maior aceitação de si e a apropriação de quem elas verdadeiramente são. “Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele”. Carl Rogers  (texto produzido pelas psicólogas Carla Senna, Miriam Keli e Renata Amaral - Equipe CPH MINAS). www.cphminas.com.br
O QUE DÁ SENTIDO À SUA VIDA? Você prefere usar um salto ou uma rasteirinha? Ser uma empresária, uma escritora renomada, uma celebridade ou cuidar da sua família, ter tempo para preparar um lanche saudável, colocar na lancheira e levar (o)s filho(s) à escola; esperar pela hora do retorno, sentindo-se plena e feliz? Ah! Talvez você não tenha filhos, mas se sinta igualmente realizada ao cuidar de si , de sua casa, dos seus afetos. Bem... talvez você ainda prefira conciliar sua vida profissional, seu relacionamento amoroso, filhos, estudos, etc. Perfeito! Mas, essas escolhas foram feitas de forma consciente? Você se ouviu para escolher, ou simplesmente tomou decisões pautadas em valores que não são seus, pensando ter que cumprir objetivos que nem lhe são importantes, que não falam de você, mas ao contrário, roubam-lhe vida, energia e tempo para viver o que realmente dá sentido à sua existência? Há determinados valores, padrões de comportamentos e até mesmo exigência...
Posso SER com meus limites?  Em tempos de excesso de informações e idealizações, nos encontramos, constantemente, precisando dar conta de tudo: ser um excelente profissional, um bom filho, uma mãe ou pai exemplar, ter uma ampla vida social e virtual. Mas, e nossas limitações? Há um mito grego que nos lembra isso, o de Atlas, um titã que pretendeu atacar o Olimpo e Zeus o condenou a carregar os c éus para sempre nos ombros. Sua história passou a ser referência, para nós ocidentais, sobre como é pesado viver de obrigações e tarefas sem sentido existencial. Às vezes, entramos num modo automático de vida e vamos silenciosamente negligenciando as nossas verdadeiras necessidades e desejos. Estamos bombardeados por expectativas internas e externas de como deve ser vivida a vida, e isso, muitas vezes, desperta em nós a idéia de um jeito exato ou correto de ser. Vamos, pouco a pouco, atropelando e desconsiderando o nosso SER, perdendo o contato com nossas ref...
AUTOACEITAÇÃO E SAÚDE MENTAL Saúde mental é um termo recorrente nos dias atuais e, apesar de não haver uma concepção única e oficial do que seja, não se refere à ausência de doenças mentais, diz respeito prioritariamente a ideias de equilíbrio e bem-estar. São múltiplos os aspectos envolvidos na compreensão e vivência da saúde mental sendo um deles a autoaceitação. Autoaceitação é a capacidade de  apropriação de nossa exclusividade constitutiva, e para tal necessitamos de uma postura realista. Como nos diz Carl Rogers: “A aceitação de si mesmo como se é na realidade, e não como se quer ser, é um sinal de saúde mental”. Antes de sermos quem gostaríamos de ser precisamos aceitar ser quem somos; e isso inclui acolher tanto nossas capacidades e potencialidades quanto nossas fragilidades e limitações. Envolve conhecer a força e o potencial de crescimento presente em cada um de nós, mas também reconhecer que não temos que “dar conta” de tudo e de todos; podemos (e devemos...